quinta-feira, 23 de julho de 2009

Maria

Tem dias que ou desço à terra ou é mesmo a terra que se eleva e me toca os pés, quase me puxando e obrigando a criar calçada. como a luz que se acende no tablier mostrando o depósito em estado de quase parar. o despertador que lembra uma alvorada tardia que apetecia não ter chegado. a carta das finanças que fala dum imposto por entregar. a roupa que cresce em pilha pedindo ser engomada. a balança que não se inibe de mostrar em números robustos o que não devia acontecer. a tosse seca matinal em castigo aos cigarros da véspera. as horas que se recusam a demorar nem que seja tão só mais uns minutinhos que sessenta.

A chegada da Maria foi a calçada alinhada, o depósito quase cheio, as horas que até parece têm mais tempo. Não sei se é uma espécie de grilo falante se uma voz em gestos precisos de segurança, mas sei que lá de dentro vem coisa boa.

Ainda bem que vieste.


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1 comentário:

Paula Laranjeira disse...

Oi São, manda Maria para cá...as vezes preciso dela...rsrsrs...bjs

 
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