quarta-feira, 17 de outubro de 2007

barIMbar

Eramos todos jovens, alegres, giros e cheios de vontade de mudar o mundo.

O Barimbar juntou-nos. A música, o ambiente solto, o Zé Rijo fizeram o resto. No Verão de 1983 a vida de muitos de nós girou à volta do Barimbar, lá em Lagos, na esquina da Rua dos Quarteis. O painel de azulejos, circular, lá continua. A música agora é que é outra...

Aqueles meses de colagens de cartazes Algarve fora sempre à boleia, de longas noitadas de cantigas e conversas, de promessas de amor eternas, do soalho a ranger sob os nossos pés descalços lá na casa em frente à igreja, das orelhas furadas com agulha e pedras de gelo, da sangria e do Português Suave sem filtro, da cesta das compras da Lena e do seu mau feitio, do colete do Sim-Sim, das maluqueiras do Dário, da simpatia do Pedro da porta (http://www.afinador.blogspot.com/) , das camas desfeitas de ninguém, da chegada do postal do pai do Mário "Há Barimbar, há ir e há voltar", das fotografias a preto e branco reveladas numa casa de banho da Reboleira, dos vestidos indianos e dos cabelos e brincos ao vento, dos beijos nos lábios dos muito amigos, das saladas coloridas, da Renault 4L cor-de-laranja com muitos ao molhe lá dentro, dos desenhos nas mesas, dos jantares no Vila, das partidas de comboio e das lágrimas e abraços nas despedidas, fará sempre parte das boas coisas que nos aconteceram.

Para muitos de nós foi o ano de viragem. Das primeiras férias à solta, da entrada para a universidade, da profissionalização na música, da saída de casa dos pais para quem não era da cidade grande. No CascaisJazz logo a seguir combinámos todos no Estoril. Em cada estação entravam mais uns quantos. Foi uma festa. Depois os encontros foram rareando e o acaso foi-nos cruzando em Festas do Avante, no Hot Club, em espectáculos mais jazzísticos, nos anos do Paleka, por aí.

Vamos tendo notícias uns dos outros por uns e outros e é fixe sentir que apesar de já estarmos todos cotas, com uns quilos a mais ou muitos cabelos a menos, continuamos a lutar por sonhos há muito desenhados.

7 comentários:

CresceNet disse...

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1 na Mesa disse...

Que saudades do BarInBar, dos grandes espectáculos e dos bons amigos. Se bem que os sonhos há muito desenhados ainda continuem na luta de muitos de nós.
Um abraço desde Lagos.

Anónimo disse...

Engraçado! No final da leitura fica imediatamente a vontade de recordar, de agarrar o tempo,reviver uma ou outra passagem e não desligar a corrente. Sabe bem! E fica-se com um sorriso nos lábios...
Obrigada por este despertar!
Mada

Ana disse...

Olá São , cá estou eu. Acabámos por nos encontrar uma à outra por estes lados :) Foi bom chegar a este teu espaço e encontrar logo estas boas recordações do Barimbar e do Zé Rijo que nos recebia a todos com um carinho especial ,mesmo aqueles que não conhecia , como foi o meu caso no ano de 83 ou 84 , já não consigo precisar. A ideia era mesmo a de trás outro amigo também. Foram dias incríveis numa altura de começo de vida , de projectos, de tantos de nós. Recordo com tanto carinho o Mário , o Bruno , o Paulo Jorge , o Zé Castro... ao pequeno almoço não podia faltar o leite com chocolate que só podia ser o da Ucal. E no bar , o mesanine , que depois das portas fechadas eram o quarto de dormir dos músicos que lá tocavam. Saudades dos bons tempos de Lagos. Um beijo, ana

são branca disse...

Olá Ana, que fixe nos termos encontrado por aqui. Agora, bora lá encontrarmo-nos a sério, ao vivo e a cores. Beijos gordos. saobranca@gmail.com

o pr�prio disse...

um beijinho do pedro da porta;)

efe disse...

Infelizmente não fotografei o BarimBar tanto quando devia. Apenas um ou dois concertos, do Vitorino e não sei quem mais.
Belos tempos.

Execelente blogue. Gosto da tua forma de escrever.

 
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